Haras Engenho: 43 anos de tradição na produção do cavalo árabe

26/06/2017

Sinônimo de robustez e inteligência, com aptidão natural para a lida com o gado e ainda docilidade e agilidade para o esporte e o lazer, o cavalo árabe é a raça mais antiga do mundo. Imagens do animal antecedem ao século 16 antes de Cristo, quando o homem ainda começava a escrever a sua própria história, tendo sempre ao seu lado exemplares dessa raça que garantiu o desbravar de fronteiras e a interação entre os povos do mundo todo.

Introduzido no então Mato Grosso uno nos idos de 1870, na porção sul do Estado o cavalo árabe tem a sua a história diretamente ligada aos desbravadores José Antônio Pereira, fundador de Campo Grande, e ao seu contemporâneo José Antônio de Souza, que na mesma época fixou moradia nos campos da Vacaria, na região de Rio Brilhante.

E foi de José Antônio de Souza que seus descendentes herdaram a paixão pela raça, sentimento que ainda hoje persiste, geração após geração, e cuja continuidade se mantém sob a batuta do criador Laucídio Coelho Neto, proprietário do Haras Engenho, localizado no município de Maracaju, em Mato Grosso do Sul, hoje consolidado como um dos maiores criatórios do Brasil.

A receita desse sucesso está no binomio tradição e conhecimento, ambos alcançados após anos e anos de estudos, experimentação e sobretudo convivência com os exemplares da raça, pois ainda quando o patriarca José Antônio estava à frente dos negócios o cavalo árabe já era utilizado como instrumento de trabalho nas propriedades da família.

“Criávamos essa raça há muitos anos e investimos na ampliação da tropa ainda quando o Exército disponibilizava seus garanhões para a cobertura, por volta de 1970. A diferença é que naquele tempo os exemplares de que dispúnhamos não eram documentados”, conta Laucídio Coelho Neto.

Naquela época, o Ministério da Agricultura mantinha em Campo Grande uma fazenda modelo, que mais tarde viria a se transformar na Embrapa, onde eram criados os animais utilizados pela cavalaria do Exército.

E foi desse plantel que se originaram os cavalos árabes que deram início aos negócios da família com foco específico na raça.

“O meu pai adquiriu quatro fêmeas e um macho, que deram início à criação”, conta Laucídio Coelho Neto. No entanto, o salto maior ainda estava por vir. Em 1974, foi adquirido do criador Bernardo Baís o primeiro garanhão devidamente documentado.

A partir de então, teve início a produção de animais com atestado de origem e identidade no Haras Engenho, que em 2017 completa 43 anos de muito trabalho e dedicação voltados ao mercado do cavalo árabe.

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